06/12/2018 - 03h17

61% já cancelaram férias para trabalhar

Fonte: DCI
 
Pesquisa da Expedia atrela baixa produtividade à falta de férias, questão que deve ser resolvida dentro da empresa
 
Embora as férias corporativas sirvam para descanso para os funcionários, 61% dos brasileiros afirmam já terem cancelado a folga por motivos de trabalho. O dado é de uma pesquisa global da Expedia e aponta a urgência das empresas em garantirem o bem-estar dos colaboradores.
 
Segundo o gerente-executivo da Page Personnel, consultoria global de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gestão, Lucas Oggiam, o trabalhador brasileiro é improdutivo, entretanto, essa improdutividade pode ter relação com a exploração. “Ter cargas horárias mais flexíveis poderia ajudar a evitar a procrastinação e garantir performances melhores”, explica.
 
Desta forma, a Endenred Brasil, empresa de serviços pré-pagos corporativos, conta com 30% da equipe trabalhando de casa (home office) e de forma voluntária e opcional. “Temos observado, cada vez mais, a tendência de flexibilização no dia a dia do trabalho e essa prática tende a alcançar a maior parte das empresas até 2020”, comenta o diretor de Recursos Humanos da Edenred Brasil, José Ricardo Amaro, acrescentando que, desde o início da prática, em 2005, com a equipe de vendas, houve um aumento de quase 30% na produtividade.
 
Para o empresário e especialista em negócios, Oséias Gomes, a flexibilização não anula a atenção ao período de férias. “É necessário que o chefe interaja com o funcionário e tranquilize-o antes da folga para garantir o descanso total. Um colaborador repousado é bem mais produtivo”, analisa o executivo, alertando para os desligamentos, que preocupam trabalhadores durante o período de descanso.
 
Além disso, outra questão abordada no estudo foi a quantidade de dias tomada para o descanso. No Brasil, 83% dos pesquisados tendem a utilizar todos os dias das férias que têm direito. Ainda que utilizem todos os dias de férias que possuem, os brasileiros costumam trabalhar um ano ou mais sem férias (46%).
 
Para Gomes, fracionar as férias é menos interessante do que tirar os 30 dias de uma vez. “Dependendo do cargo, alguém que tenha uma carteira de cliente que fique 30 dias afastado gera um problema, mas eu ainda sou a favor dele tirar os 30 dias, porque ele consegue descansar e sentir falta da empresa”, avalia. Já Oggiam recomenda que, se possível, o período seja dividido em dois de 15 dias. “Em 30 dias de uma vez só o funcionário faz muita falta na empresa e pode demorar mais para pegar o embalo do trabalho de novo”, alerta ao DCI.
 
De todos os países analisados, apenas o Brasil, a França, a Alemanha e a Espanha têm 30 dias de férias. As nações com os menores períodos são os Estados Unidos, a Tailândia, Taiwan e Hong Kong, com menos de 15 dias.
 
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