12/04/2018 - 05h48

ADS se consolida e representa 25 milhões de trabalhadores

Fonte: AssCom Força Sindical
 
Entidade realiza em São Paulo a primeira reunião após um ano de sua fundação
 
A direção da ADS (Alternativa Sindical das Américas), uma central sindical que representa 25 milhões de trabalhadores latino-americanos e caribenhos, iniciou nesta quarta-feira (11) a primeira reunião após a sua criação ocorrida há um ano em Bogotá, na Colômbia. Na abertura, o presidente da entidade,o colombiano Júlio Roberto Gomes, reafirmou os princípios que nortearam a constituição da central, entre os quais a unidade, a solidariedade e a independência. “Não podemos nos comprometer com governos, partidos políticos, religiões e empresários. Devemos lutar na defesa dos interesses dos trabalhadores”, disse.  Nilton de Souza, Neco, secretário-geral da ADS e secretário internacional da Força, destacou o crescimento da ADS, que foi fundada por 12 entidades e hoje conta com 26.
 
“Este crescimento”, declarou Neco, “é fruto do compromisso das entidades que integram a ADS. Está demonstrado que estamos no caminho certo e não podemos cair na cantilena que ouvimos de que o movimento sindical tem que se reinventar. Não podemos cair neste canto de sereia. Em vários países vemos as reformas de as elites de todos os matizes, não só os neoliberais, promovem para massacrar os trabalhadores. Querem nos aniquilar e temos de resistir e lutar”, enfatizou.
 
O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, Juruna, falou sobre as mudanças que ocorrem no mundo e que afetam as nossas vidas. “Antes estas mudanças vinham do Oceano Atlântico para cá e agora dos países do Oceano Pacífico”, ressaltou. Para ele, o neoliberalismo prosperou muito e os trabalhadores tiveram perdas, por exemplo, a negociação tripartite não funcionou. Juruna também observou que é preciso discernir  as denúncias de corrupção que são feitas. “Muitas vezes são denúncias falsas usadas para acabar com movimentos de interesse dos trabalhadores”.
 
Já Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da CNTM, destacou a importância da criação da ADS para ampliar o debate sobre temas que interessam aos trabalhadores, especialmente neste momento de tentativa de retirada de direitos no Brasil.
 
Maria Auxiliadora dos Santos, secretária nacional da Mulher da Força, afirmou que a reforma trabalhista prejudicou os trabalhadores, especialmente as mulheres, que correm o risco de se tornarem diaristas nas indústrias.
 
Sergio Luiz Leite, presidente da Federação dos Químicos ESP, enfatizou que a ADS precisa lutar na defesa dos trabalhadores e da democracia. "Sugiro à ADS que denuncie que estão querendo mexer na democracia para evitar que tenhamos candidato ligado ao movimento sindical. Também defendemos a liberdade do ex-presidente Lula".
 
Edson Bicalho, representante da IndustriALL, compartilhou da opinião de Serginho e relatou o trabalho da IndustriALL. Já Eusébio Pinto, vice-presidente da Força Rio, disse compartilhar da construção da ADS. “Nossa região tem uma história secular de exploração dos trabalhadores pelo capital. “Estamos vivendo um difícil momento da vida nacional. Querem tirar os direitos dos trabalhadores, mas estamos resistindo”.
 
Observadores
 
A reunião da ADS teve observadores de dois países: José Joaquim Laurindo, membro do Conselho da Unta-CS, de Angola, e Vladimir Derbin, presidente da Federação dos Sindicatos de São Petesburgo e da região de Leningrado, na Rússia.
 
José Laurindo destacou a importância de participar do evento para prestar solidariedade às organizações sindicais da ADS.
Derbin afirmou que reuniões com sindicatos filiados à Força, e nesta da ADS, foram proveitosas para entender o sindicalismo brasileiro, que é muito diferente   do seu país. “Para nossa delegação foi uma grande sorte assistir à reunião da ADS porque tivemos oportunidade de manter contato com sindicalistas da América Latina e do Caribe”.
 
Derbin falou sobre a revolução russa, a passagem do sistema socialista para o sistema capitalista, que foi um período difícil. “Vencemos este período graças à nossa organização. Na época perdemos muitos associados, mas hoje temos associados 43% dos trabalhadores. Hoje não temos apoio financeiro do governo e cada associado paga sua contribuição”.
 
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