14/11/2017 - 04h47

Agentes federais de oito países se reúnem no Porto de Santos para combater o tráfico internacional de drogas

Fonte: G1 Santos
 
Encontro discute técnicas e resultados para conter ação de criminosos. No cais santista, já foram apreendidas mais de 10 toneladas de cocaína este ano.
 
Agentes federais de oito países, incluindo o Brasil, se reúnem esta semana no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, para discutir ações de combate ao tráfico internacional de drogas. Até o início de novembro, mais de 10 toneladas de cocaína tinham sido interceptadas e apreendidas no cais santista.
 
A escolha do complexo portuário para sediar o primeiro encontro do Programa Internacional de Cooperação Policial Portuário (Intercop) ocorre em razão da importância. O porto é responsável por 30% do comércio exterior brasileiro e também é utilizado como rota para o envio de drogas a outros continentes.
 
"Cada porto tem as suas especificidades e, por isso, é importante essa troca de informações a aproximação com as polícias de outros países que nos ajudam a combater esse tipo de crime, que tem por característica ser transnacional", disse o delegado chefe da Polícia Federal em Santos, Julio Cesar Baida Filho.
 
Agentes de países da Europa e da Ásia participam do encontro. Policiais federais de outras regiões do Brasil, principalmente de áreas portuárias, também integram as atividades, que têm por objetivo demonstrar as ações que resultaram nas apreensões recordes e crescentes no últimos anos no cais santista.
 
"O trabalho tem sido efetivo para conter o tráfico de drogas, em especial o de cocaína. Seja pela investigação, como também pelos recursos de tecnologia e a cooperação com outros órgãos que tem no possibilitado apreender o entorpecente e prender pessoas envolvidas no tráfico", explicou o delegado.
 
A última grande apreensão no cais santista este ano aconteceu em 3 de novembro, quando pouco mais de uma tonelada de cocaína foi interceptada pela Receita Federal antes de ser embarcado a Europa. A quantidade recorde fez o balanço parcial deste ano se equiparar a todas as apreensões realizadas ao longo de 2016.
 
As autoridades federais sabem que a cocaína interceptada no cais santista é produzida nos países andinos, vizinhos ao Brasil: Bolívia, Peru e Colômbia. Os carregamentos acessam o país por meio da fronteira terrestre até Santos, de onde são encaminhados para outros continentes ao serem escondidos em navios.
 
Até o final desta semana, os policiais que participam deste encontro vão integrar ações de fiscalização reais e simuladas no Porto de Santos. "Ao final, a troca de ideias vai nos possibilitar a conseguir mais resultados efetivos e compartilhar com outros complexos portuários do Brasil para conter a ação do crime", finalizou o delegado.
 
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