08/02/2018 - 03h40

Ibama estima que mais de 100 litros de óleo vazaram de navio no Porto de Santos, SP

Fonte: G1 Santos
 
Cargueiro foi liberado pela autoridade ambiental a retomar desembarque de sal.

 
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que mais de 100 litros de óleo vazaram de um navio atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na terça-feira (6). O problema já foi contido e o órgão autorizou a retomada da operação de desembarque da carga.
 
As primeiras manchas de óleo no entorno do cargueiro Marcos Dias, de bandeira brasileira e atracado no cais dos armazéns 21 e 22, foram percebidas durante a manhã. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) foi acionada e executou um plano de emergência para conter os danos ambientais.
 
"Houve certa demora para que a empresa responsável pelo navio iniciasse os trabalhos de contenção. À noite, os mergulhadores identificaram o ponto de vazamento. Nesta quarta-feira, o costado já havia sido limpo, então liberamos a operação", informou a agente federal ambiental Ana Angélica Alabarce.
 
O navio Marcos Dias faz escala no Porto de Santos para descarregar sal. A bordo, conforme informações da autoridade portuária, estão mais de 43 mil toneladas do produto. A operação de desembarque teve que ser suspensa por 24 horas, até que as equipes de emergência ambiental pudessem conter eventuais danos no mar.

 
Ana Angélica, apesar de autorizar a retomada dos trabalhos no costado, ainda retém o navio no Porto de Santos. A embarcação somente estará liberada para deixar o cais depois que as equipes contratadas pelo armador do navio terminarem de limpar todo o casco da embarcação, onde ficaram resíduos de óleo.
 
O Ibama deverá aplicar uma penalidade em razão dos danos ocasionados, mas ainda não quantificou o valor da multa. Além da autoridade ambiental, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), órgão da Marinha do Brasil, também enviou peritos e apura as circunstâncias do ocorrido para verificar as responsabilidades.
 
Incidente
 
Segundo o Ibama, o vazamento começou a partir do escape de um dos tanques. "A válvula não estava selando e, por isso, o vazamento. Ela protegia um tanque utilizado para despejo fecal da embarcação, mas que já havia sido contaminado por óleo de outro tanque por meio de uma fissura interna", disse Alabarce.
 
Segundo a agente, a maior quantidade de produto vazado no mar foi de óleo. "Há a possibilidade de ter vazado água desse tanque, mas o material não chegará à praia. Além disso, a água despejada é tratada dentro do próprio navio", explica. O navio permanece com barreiras de contenção no entorno.


 
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