13/04/2018 - 07h41

Leito do Canal do Estuário é alvo de estudo para ampliar profundidade de navegação

Fonte: G1 Santos
 
Lama, ao fundo do canal, pode ser considerada para reduzir restrições de navegabilidade no Porto de Santos, SP.
 
Técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) iniciaram um estudo para avaliar o leito do Canal do Estuário, que serve de via navegável para navios no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é executar um projeto piloto para reduzir as limitações operacionais restritas à profundidade do complexo.
 
A iniciativa começou após o assunto ser discutido com a acadêmica Susana B. Vinzon, da área de Engenharia Costeira e Oceanográfica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na última terça-feira (10). A especialista tratou sobre lama fluída em canais de navegação, como a existente na região estuarina de Santos.
 
Segundo Susana, a lama pode ser considerada uma camada navegável, conforme critérios adotados pelo Permanent International Association of Navigation Congress (Pianc). Trata-se de uma entidade que normatiza métodos e aplicações para a engenharia portuária em todo o mundo, portanto considerada referência.
 
O presidente da Codesp, José Alex Oliva, diz que os estudos podem convencer a Autoridade Marítima, responsável por homologar o calado operacional (profundidade máxima de navegação no canal), a utilizar os parâmetros adotados pelo Pianc. “Para tal, precisamos ser arrojados e promover os estudos necessários".
 
Segundo Oliva, a medida possibilitaria a navegação de navios maiores no cais santista em curto prazo. Na prática, conforme o representante da Autoridade Portuária, representa um ganho "significativo em produtividade, diminuição de custos com fretes e economia na manutenção da profundidade [dragagem]".
 
Ainda conforme a Estatal, os portos de Roterdã, Nantes e Zeebruge, que possuem estuários com fundo de lama semelhantes ao de Santos, operam com essa camada como integrante da profundidade náutica. Técnicos locais constataram, após análises, que não há riscos para a manobrabilidade dos navios no cais.
 
O objetivo da Docas é realizar um projeto piloto para fazer a avaliação das reais condições do Estuário para ampliação dos calados. No estudo, técnicos vão avaliar a densidade da lama presente ao fundo do canal navegação para saber se há ou não possibilidade de ser utilizada como camada para navegação.
 
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