16/04/2018 - 01h57

Mulheres ganham 77,5% do salário dos homens no Brasil, diz IBGE

Fonte: Agência Brasil

No ano passado, o salário médio pago às mulheres foi apenas 77,5% do rendimento pago aos homens no Brasil. Enquanto eles receberam R$ 2.410, elas ganharam R$ 1.868. A porcentagem ficou levemente acima da registrada em 2016 (77,2%). 
 
Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foram divulgados na última quarta-feira (11). 
 
Apesar de terem os rendimentos médios mais baixos do país, as regiões Norte e Nordeste registram a menor desigualdade salarial entre homens e mulheres no país. No Norte, o salário médio da mulher correspondia a 87,9% do salário do homem no ano passado. No Nordeste, a proporção era é 84,5%. 
 
Por outro lado, é no Sudeste que a disparidade dos salários é mais acentuada: as mulheres receberam 73,1% do que foi pago aos homens. 
 
Para o IBGE, os números mostram que o Brasil é um país bastante desigual quando se leve em conta não apenas os sexos, mas também as diferentes raças, o nível de escolaridade e as cinco regiões.
 
"Nós somos praticamente cinco países em um só,  o que é
demonstrado pelo retrato de cada uma das cinco regiões"
Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa
 
Brancos recebem quase o dobro que pretos
 
Do ponto de vista da cor e da raça, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814. Os pardos receberam 57% desse valor (R$ 1.606), e os pretos, 55,8% (R$ 1.570). 
 
O uso do termo "preto" costuma ser criticado nas redes sociais como supostamente preconceituoso, mas é a terminologia oficial da pesquisa do IBGE. O grupo mais genérico de "negros" reúne as cores específicas, "preta" e "parda", explica o IBGE.
 
"A diferença persiste porque há no Brasil, como em
outras partes do mundo, maior rendimento para  aqueles
que tem nível superior. Só que a  participação de pessoas pretas
no nível superior (de escolaridade) no Brasil é muito baixa"
Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa
 
Segundo o instituto, pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.
 
Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente três vezes superior ao daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de seis vezes o daqueles sem instrução.
 
 
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